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Neste sábado, 21 de Janeiro de 2012, colocámos um dispositivo incendiário numa loja de penhores (agiota) na rua Ragavi, na zona de Gyzi. Foi uma resposta simbólica perante a expansão das mavragorites modernas (mercado negro) nos bairros de Atenas, que tiram vantagens do empobrecimento geral e tentam assaltar os companheiros em desespero que lutam para sobreviver.
O surgimento destes vampiros é resultado do mesmo ataque que impõe o depaupuramento das populações e a intensificação da rapina da riqueza social.
Pondere-se a solidariedade e a violência sociais e de classe contra todas as máfias de agiotas, de forma a que possamos contra-atacar a feroz investida que está a provocar a miserabilização das nossas vidas.
fonte
Nota: Em grego o termo “vendedores do mercado negro” traduz-se como “mavragorites”, termo associado aos comerciantes do mercado negro durante a ocupação nazi da Grécia (1940-1944); estes tornaram-se ricos à custa da venda de mercadorias a preços elevados tendo colhido enormes lucros através da exploração de pessoas com fome; eram conhecidos por seu entusiasmo para resolver problemas imediatos de sobrevivência, enquanto a sua vantagem- chave era a colaboração e o envolvimento com as autoridades da ocupação nazi-fascista.
Em 19 janeiro de 2012, uma enorme manifestação teve lugar em Istambul. Segundo algumas fontes, mais de 50.000 pessoas foram às ruas para protestar contra a decisão do tribunal no caso do assassinato de Hrant Dink.
Hrant Dink era um editor do jornal AGOS, o jornal porta-voz voz dos Arménios na Turquia. Houve uma campanha de ódio contra ele, nos media, antes de sua morte. Há cinco anos, em 19 Janeiro de 2007, foi baleado e assassinado – como foi afirmado, por Ogün Samast de 17 anos de idade – em frente ao edifício do jornal, onde tinha trabalhado. Durante o julgamento, ficou claro que o assassinato foi suportado pelas autoridades do estado. Os registos de chamadas telefónicas foram eliminados, as provas foram encobertas, a informação foi escondida, os relatórios foram destruídos, as investigações foram fechadas, e responsáveis da polícia secreta foram absolvidos, devido ao período de prescrição.
Após 5 anos, o julgamento foi concluído em 17 Janeiro de 2012. O tribunal puniu apenas Ogün Samast (a pessoa que baleou Hrant Dink) e Yasin Hayal (por incitar o assassinato), assim como foi declarado que não tinha havido nenhuma organização por trás do assassinato. Como reação a esta injusta conclusão, e para homenagear Hrant, dois dias apenas após a decisão do tribunal do julgamento, dezenas de milhares de pessoas reuniram-se em Taksim e desfilaram para o local onde Hrant Dink foi morto a tiro. Os slogans cantados foram: ‘Katil Devlet hesap verecek “(Estado assassino vamos ter em conta isto),” Hepimiz Hrant’ız, hepimiz Ermeniyiz “(Todos somos o Hrant, todos somos arménios),” Bu Dava boyle bitmeyecek’ (o julgamento não é o fim deste processo), “Faşizme Inat kardeşimsin Hrant” (desafiando o fascismo, Hrant és meu irmão).
Vários grupos de anarquistas também participaram na manifestação. Um dos grupos levava uma faixa com os dizeres ‘Üzgün olmaktansa öfkeli olmayı yeğlerim’ (Eu prefiro ficar com raiva do que triste) e outro grupo levava outra onde se lia ‘Teferruatlar’ (Detalhes)
correspondência de companheirxs
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No sábado, 21 de Janeiro, em Atenas, foram colocadas duas faixas de solidariedade na praça Korai, a acompanhar uma sessão de microfone aberto de apoio e sensibilização para o caso da Luta Revolucionária em julgamento. As pessoas mostraram interesse com o caso da Luta Revolucionária e indignação com a repressão da solidariedade que se verificou na rádio Flash.
 "A revolução social é a única resposta para a crise. Solidariedade com os processados no caso Luta Revolucionária"
 "Solidariedade com os membros da Luta Revolucionária. Solidariedade com aqueles que estão a ser julgados pelo mesmo caso. Liberdade para K. Katsenos que é processado no mesmo caso"
Sobre este último acontecimento tinha anteriormente sido divulgada uma declaração dos três membros da Luta Revolucionária:
Declaração dos membros do Luta Revolucionária sobre a ocupação da estação de rádio Flash
A detenção e acusação dos 20 companheiros que realizaram a ocupação da estação de rádio Flash, em 10 de Janeiro, como ação de solidariedade para connosco, membros da Luta Revolucionária, assim como para com os companheiros que são acusados no mesmo caso, prova que o regime teme a difusão da mensagem de inversão e Revolução Social.
Numa época onde o sistema capitalista lida com uma crise estrutural, num tempo onde não só perdeu a aceitação da maioria social e recebe a raiva e a indignação por parte do povo, num momento de generalizada pobreza e mesquinhez onde o novo onde domina o fascismo do capital e do estado, a mensagem de inversão e Revolução Social pode ser, justificadamente, considerada perigosa.
A prisão e o julgamento de companheiros acusados de “crime de elogio de atos criminosos” são baseados no fato de que tanto dentro da prisão como no tribunal defendemos politicamente, através do nosso discurso, a organização da Luta Revolucionária, discurso esse que foi transmitido pela estação de rádio Flash (durante a intervenção). Este conjunto de prisões e de processos constitue mais uma inovação na prática de criminalização da solidariedade.
Com esta história pretende-se, por um lado, separar-nos, a nós e aos nossos companheiros que estão a ser julgados no mesmo caso, e isolar-nos do movimento de que fazemos parte e, por outro lado, tem como alvo os companheiros do movimento anarquista / anti-autoritários que consideram a nossa perseguição como um caso envolvendo o movimento, um caso estreitamente relacionado com a luta pelo derrube do capitalismo e do Estado.
O nosso dever é não deixar que esta prática de criminalização da solidariedade se desenvolva. O nosso dever é partir para o contra-ataque.
Os membros da Luta Revolucionária,
Pola Roupa, Kostas Gournas, Nikos Maziotis
Fontes: Act for freedom now, Indymedia Athens
Cerca das 16h da tarde de sábado, 21 de Janeiro de 2012, levou-se a cabo uma marcha de protesto contra o desemprego, a precariedade laboral e as novas medidas de austeridade que o governo português e a Troika estão a promover, assim como contra a repressão da greve geral de 24 de Novembro de 2011.
No decorrer da manifestação, um grupo organizado de nacionalistas tentaram caminhar juntos com o resto dos manifestantes. Espontaneamente, centenas de pessoas bloquearam a rua, aos gritos, com slogans antifascistas, como “Fascismo nunca mais” e “Ó, nazi, sai daqui!” Quando as pessoas se aproximaram mais, rodeando o grupo dos neonazis, alguns desses bastardos acenderam uns very lights e atacaram junto com a bófia, entretanto surgida, contra os manifestantes que tentaram expulsá-los da marcha. Pouco depois formou-se uma barreira policial de proteção aos fascistas, ao mesmo tempo que um antifascista queimava uma bandeira do MON, o chamado “Movimento de Oposicao Nacional”, debaixo dos aplausos dos manifestantes.
Aqui um vídeo da imprensa do regime, onde se pode ver o ataque coordenado dos polícias e dos fascistas. É bom lembrar-nos que no dia 12 de Marco de 2011, os neonazis do PNR (Partido Nacional Renovador) tinham participado sem problema nenhum na enorme manifestacao da “Geracao à Rasca”, tendo como aliados na difusão da sua propaganda vomitiva de ódio, a imprensa corporativa. Desta vez o povo reagiu e através da ação direta bloqueou os bastardos que tiveram uma vez mais o apoio e a proteção dos porcos policiais.
A guerra já começou e vamos passar ao contra-ataque!
Fascismo nunca mais!
Tomemos a nossa vida nas nossas mãos!
correspondência de compas
Fotografias dos neonazis. Esmaguemo-los!
Companheirxs,
O nosso julgamento, o julgamento da Luta Revolucionária que começou a 5 de Outubro, é uma plataforma política de defesa da nossa organização e da sua ação, mas também de defesa da luta armada como parte integrante da luta pela derrocada do capitalismo e do Estado, da luta pela Revolução Social.
Neste sentido, a nossa estratégia neste julgamento é atacar com argumentos políticos o regime atual, do ponto de vista económico, social e político, não aceitando o papel do acusado e tornarmo-nos os acusadores, em relação a tudo o que esse regime criminoso representa e no que se refere aos objetivos deste julgamento.
A 5 de Outubro, quando nos apresentámos pela primeira vez perante o tribunal e ainda estávamos presos, a companheira Pola Roupa fez, da nossa parte, uma declaração política aos jornalistas, à porta do tribunal especial das prisões de Koridallos. Nesta declaração afirmávamos que, neste julgamento, não era julgada a Luta Revolucionária, mas sim os nossos perseguidores, o regime criminoso que também nos aprisionou. A 24 de Outubro, durante a segunda sessão do julgamento, após a leitura da acusação, posicionámo-nos contra as acusações, quando os juízes nos deram a palavra, fazendo ainda declarações políticas. Afirmámos que este julgamento era um julgamento político, que este tribunal era um tribunal “especial”, que tinha sido formado mediante leis antiterroristas “especiais”, com base nas quais estam a ser julgados os inimigos políticos do regime do Capital e do Estado. Dissemos que este tribunal é criminoso e que sirve um regime criminoso, que explora e oprime o povo. Que no banco dos réus se deviam sentar e fazer a sua defesa os executivos do Poder político, os membros do governo, o primeiro-ministro, os ministros e deputados, os membros do governo anterior, os membros da élite económica, os empresários, os capitalistas, os executivos dos organismos financeiros supranacionais, como o FMI (Fundo Monetário Internacional), o BCE (Banco Central Europeu) ou a Comissão Europeia – que impuseram ao povo a ditadura da élite económica supranacional – assim como todos os que protegem este regime criminoso: a polícia e outras forças repressivas do Estado. Ler mais »
Recebemos outra má notícia, relacionada com o caso dos dois combatentes sociais, encarcerados em Yogyakarta, desde 7 de Outubro de 2011. O seu caso está relacionado com um ataque incendiário a uma caixa multibanco, de uma rede capitalista o Banco Rakyat Indonésia (BRI), que ficou destruída. Os dois combatentes, Reyhart Rumbayan (Eat) y Billy Augustan (Billy) são membros do grupo insurrecionalista Célula Larga vida a Luciano Tortuga – FAI Indonésia.
Segundo a informação que recebemos, a polícia prolongou o seu período de prisão preventiva até 5 de Janeiro de 2012, mas a verdade é que os dois companheiros ainda continuam presos não sendo postos em liberdade como se previa. Isto significa que os dois insurrecionalistas foram encerrados atrás das grades da prisão já 93 dias e continua a aumentar..
Em segundo lugar, o mais provável é que os acusem com factos que podem dar lugar a uma condenação, máxima, de 9 anos de prisão. Ambos estão a ser acusados segundo o artigo 187 (parágrafo 1, parte E e parágrafo 2, parte E) e também o artigo 170 do código penal da Indonésia. É provável que o seu julgamento seja levado a cabo este mês, Janeiro de 2012. No entanto, ainda não sabemos o resultado do julgamento e, por isso, solicitamos a ajuda e solidariedade de diversas formas de todos e de todas os e as que leram esta notícia.
Por favor, difundamos esta notícia por toda a parte e mostremos
solidariedade com aqueles que sofrem a repressão por terem atacado
os opressores.
Liberdade aos dois combatentes de Jogja! Fogo nas prisões!
Viva a insurreição!
fonte: hidup biasa
Contra o muro de silêncio em torno do julgamento e do discurso político dos acusados no caso Luta Revolucionária e contra a criminalização da solidariedade expressa pelos perseguidos pela ocupação da estação de rádio Flash. Ler mais »
Depois de 33 anos de exílio, a 14 de Setembro de 2011, a França entregou Sonja Suder (79) e Christian Gauger (70) à Alemanha. Christian foi levado para o outro lado da fronteira deitado numa ambulância. Enquanto Sonja foi encarcerada na prisão de Frankfurt-Preungesheim, Christian foi deixado num hospital prisional. Só um mês depois a ordem de detenção foi suspensa, apesar de Cristian necessitar de contínua atenção médica e pessoal, depois de uma paragem cardíaca em Outubro de 1997. Agora, em liberdade sob fiança, tem de se apresentar duas vezes por semana na sede da polícia. Sonja continua na prisão de Preungesheim e deverá ser a presa preventiva com maior idade de toda a Europa. Em Novembro, o Ministério Público emitiu uma acusação contra os dois e este ano quer levá-los a tribunal.
A resistência tem uma longa tradição
Como parte do movimento de esquerda, a partir de 1973, as Células Revolucionárias (RZ) começaram a analisar a perspectiva revolucionária na República Federal da Alemanha, buscando novas formas de ação militante e novos conteúdos como ponto de partida para a resistência. Além da Fracção do Exército Vermelho (RAF) e do Movimento 2 de Junho, as RZ formavam o terceiro grupo de guerrilha urbana; não pretendiam ser nenhuma organização de vanguarda, atuavam a partir da esquerda legal. Em meados dos anos 70, à sua volta, nasceu a organização feminista Zora Roja (Rote Zora). Ambas, Rz e Rote Zora, abandonaram as suas ações no princípio dos anos 90.
Sonja e Christian são acusados de dois dos quase uma dúzia de atentados anti-nucleares reivindicados pelas RZ. O primeiro, a 22 de Agosto de 1977, foi dirigido contra o consórcio alemão MAN, pelo seu apoio à produção de bombas nucleares na África do Sul. MAN exportava para o regime racista do apartheid os compressores para uma instalação de enriquecimento de urânio. O segundo atentado ocorreu pouco tempo depois contra o grupo empresarial KSB, na altura o maior fabricante mundial de bombas para centrais nucleares. Para além disso, Sonja e Christian são ainda acusados de terem realizado, como membros da RZ, um ataque incendiário contra o castelo de Heidelberg, a 18 de Maio de 1978, cuja intenção era chamar a atenção para a contradição entre a elegante fachada turística de Heidelberg e a política de demolição de bairros inteiros que estava a ter lugar na cidade com a finalidade única e exclusiva do benefícios económicos. Ler mais »
Eu quero viver entre pessoas que estão conscientes de que vivemos numa guerra. Uma guerra contra a vida, contra o espírito. Eu quero viver entre pessoas que não olham para o chão, ou que não deixam de te olhar nos olhos quando falas de luta ou de uma insurreição, porque no seu coração sabem que se renderam, e porque, talvez, apenas talvez – nunca realmente odiaram o sistema.
Eu quero viver entre pessoas que não foram compradas, que não tomaram os comprimidos que lhes foram oferecidos, porque preferiram a luta com o sentimento de ansiedade patológica do que viver como natureza morta. Pessoas que não pretendem estar a lutar quando é óbvio que o que estão a fazer é transformar um campo de batalha num jardim. Eu quero estar num lugar onde a guerra seja admissível.
guerrilla news
“Uma vida profundamente consciente que lhes dará, aos que a vivem, a oportunidade de aprender novamente, de comunicar, de lutar, de se organizar, de viver e, especialmente, junto de quem tiver vontade de compartilhar os seus mesmos objetivos, as suas mesmas experiências, os seus mesmos ódios.”
(Extraído do folheto: Manual de Restauração)
Vivemos numa paisagem urbana cinzenta que nos sufoca diariamente. A sua configuração como “produto” dos mecanismos estatais, transforma os seres humanos em seres submissos e inicia-os numa rotina fodida. Os espaços de trabalho, de “entretenimento”, de educação e de lazer, dão possibilidade ao Poder de nos transformar, tanto quanto possível, em mais zumbis humanos. As nossas necessidades foram enjauladas nas prateleiras dos templos do consumo, os nossos sentimentos foram trancados dentro de bordéis, o medo dominou as pessoas no sentido da submissão. Decidimos agir em contra corrente da harmonia -ampla nos nossos tempos- da maioria da sociedade e negamos as falsas necessidades e os papéis do poderoso e do submisso que tenta instalar o Domínio. O nosso objetivo é estabelecer um movimento radical-revolucionário com ação polimorfa, longe de fetichismos e arrogâncias. Desse modo, pomos assim em movimento, para nós mesmos e para os nossos companheiros, a aposta da busca e evolução contínuas, tanto a nível pessoal como também a nível coletivo.
No domingo, 8 de Janeiro de 2012, queimámos completamente três furgonetas da Organização de Telecomunicações da Grécia (OTE), no cruzamento da rua Micras com a Sinopis, na zona de Goudi. O nosso ataque foi uma amostra mínima de solidariedade com os quatro compas de Tessalónica (Giannis Skouloudis, Babis Tsilianidis, Socratis Tzifkas, Dimitris Dimtsiadis) pela sua postura combativa e orgulhosa, dentro e fora dos muros. Sabemos que, mesmo a menor ação ofensiva, realizada a partir da grande prisão, fortalece e aquece os corações dos nossos compas.
SOLIDARIEDADE COM TODOS OS COMPAS QUE NÂO SE ARREPENDEM!
Aguentem!
Conspiração de Incendiários Raivosos
fonte
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